domingo, 28 de setembro de 2014

Porto Alegre I

E conto??? Ta tendo!!

Começa aqui um conto por Jéssica Brejão... Vale a pena acompanhar! ;)


Novos ares, eu precisava disso, havia muita coisa sufocante. E não precisei avisar ninguém só enchi uma mala com tudo que precisava e lutei para fecha lá, nos últimos meses tenho me excluído da família e dos amigos, porque as últimas “ilusões” me deixaram fraca demais para encarar qualquer coisa, pergunta ou especulação. Em uma terça bonita, com o céu totalmente azul peguei um ônibus para o aeroporto de São Paulo, da janela fui observando a cidade cheia de pessoas correndo desesperadas atrás de alguma coisa que para mim não fazia mais sentido. No aeroporto depois de umas duas horas de viajem sai à procura de uma passagem qualquer, para qualquer lugar, desde que fosse longe o suficiente para ser difícil voltar. Comprei uma passagem para Sul, Porto Alegre, o vôo não ia demorar, então nem olhei em volta, tomei um pingado e saltei para o embarque. Sentei na caixinha de vidro de onde é possível olhar as nuvens como se fosse algodão doce.



Por um instante pensei que seria melhor não ir, que sozinha não seria diferente da onde estava, e que poderia ser até pior, mas respirei tão fundo que quase não sobrou ar dentro do pequeno avião da Gol e então tudo ficou melhor. Comi milhões de barrinhas de cereal sabor castanha, não conseguia esconder uma ansiedade por sabe se lá o que. As aeromoças me julgavam só com o olhar, como se estivesse um “gulosa” colada em minha testa. Finalmente pousei. Por mais um instante me desesperei, para onde vou?

Continua...

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sobre o que? QUE?

Uns você encontra e pensa que são, outros você vê logo de cara que não.

  Quem vê cara não vê coração. Ditado bom e comprovado no mais profundo desejo de se conhecer o "do lado de lá". 
  Deve ser chato... É legal! Deve ser legal! É um pé no saco.

E de descobertas você não...

  Quando da certo um encontro, de cara com o gênio, é quase um encanto, entretanto, quando não da canto, não me espanto, sigo, sem panico, pro novo mistério do ser.

  Rodeando alguém que vá "prestar". Que te faça achar o restante do oxigênio da sua respiração. Aquela liberdade de ser você sem medo, gritar, contar segredos e te ver de bobe na cabeça.

  Café na mesa, sem grilo ou pressa, olhar cansado, sorriso baixo de quem berrou a noite inteira. 
   Em sua cama, na beira, um sussurro, uma asneira, completa sem dó o tempo, acalma a alma
sem lamento.


Banda do Mato.

About Amy

É embreagar-se com a voz já bêbada e a melodia que nos encaminha direto para o coma alcoólico e feliz, num embalo doce de alegria. São dedos estalando e o "pra lá e pra cá" do corpo no ritmo da musica. E conforme vai tocando o corpo, vou me entregando. Quando dou por mim, é mais desse uísque ritmado que peço no bar e encho a lata!

Como um som, uma voz e um timbre pode transformar seus sentimentos mesmo que seja momentaneamente? Não sei! Mas Amy me faz encher a cara em meus pensamentos, usar drogas e me apaixonar por alguém cujo o semblante é o do Blake. 

Completa as lacunas. Me leva para algum outro lugar que eu não sei bem aonde fica, mas é vazio e só toca Amy, é vazio e cheio. Tanto faz a porra da tradução da letra! Não é algo que mexa com meus sentimentos, ela canta minh'alma, me faz dançar acima do meu ser, ou melhor, de mim mesma, ja que meu ser sou eu. De qualquer forma, sinto-me alimentada. Sinto-me satisfeita. Nada me falta, nada me tem. Sou zen nesse black music branco. Oi? Acho que bebi demais! Bebi? Não, jamais é demais.



Acho que apertou o coração... Hora de trocar de musica, sentimento e voz!






Banda do Mato.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

domingo, 24 de agosto de 2014

Bússola




E de repente você descobre que fez de alguém sua bússola.

Olhos que guiam , que te levam para algum lugar. 
Mas você não sabe exatamente para onde .
Aí tem... Tem incertezas, barreiras, e mil maneiras de te afastar daqueles olhos que guiam.
Para onde levam você? Eu realmente  não sei.
Pode ser um lugar bom , um lugar ruim. Um lugar.
E entenda bem , esse “lugar” se refere a alma.
Encontro de almas distantes por apenas uma pergunta.

Sim! A dúvida separa!

E então te separa dele... Te separa de você.

Te bagunça mas depois por segundos ( os segundos em que ele te olha nos olhos) você esquece todo o resto e deixa a teoria , a escrita, os textos, os versos para traz.
Eles voltam quando você volta para a realidade da distância. Distância que desencoraja , que maltrata e voa no tempo. E entenda bem de novo,  essa“distância” não é em km é em cm .



N.B

Segundo alguém...




pai·xão 

  (latim passio-onis.ação de suportar.ação de sofrer)
substantivo feminino
1. Impressão viva.
2. Perturbação ou movimento desordenado do ânimo.
3. Grande inclinação ou .predileção.
4. .Afeto violentoamor ardente.
5. O .objeto desse amor.
6. Penacuidadotrabalho.
7. Grande desgostogrande pesar.
8. Parcialidade. ≠ ISENÇÃO.OBJETIVIDADE
9. [Religião]  Sofrimento ou martírio (falando-se de Cristo ou dos santos martirizados).
10. [Religião]  Parte do Evangelho que narra a Paixão de Cristo.
11. [Filosofia]  Impressão recebida de um agente.
12. [Portugal: Aveiro]  Cada uma das estacas em que se arma o botirão.

sábado, 23 de agosto de 2014

“Contribua com o nosso planeta, use somente um copo descartável”



Eu estava sentada bem em frente a um quadro fora da linha horizontal, que se apoiava penduricado a uma parede roxa beringela, não que eu não goste dessa cor, mas aquela parede estava me incomodando tanto quanto o quadro desalinhado, esperar é sempre um tédio.

Tentei descolar um papo sobre o clima seco com a secretária, mas enquanto ela concordava, só perambulava em minha cabeça: Como ela não notou esse quadro torto!? Será que se eu for dar uma arrumadela vai ficar chato para mim ou para ela?

Entre o desconfortável e o pós-desconforto, peguei uma revista de fofoca, afinal saber da vida alheia pode ser bem interessante, ainda mais em uma sala de espera, onde as revistas são como escudos para conversa fiada e constrangedora!

Depois de ler o aviso sobre não usar mais de um copo descartável também pendurado na parede beringela, peguei meu décimo copo, com certa culpa, confesso, mas quem imaginaria que trinta minutos seriam uma eternidade, como aqueles trinta minutos que você decide correr em uma esteira!? É como passar a vida toda ali, e poder comer uma azeitona no final, um tempo jogado fora por nada útil.

Aproveitei! O bebedouro ficava bem do lado do quadro, encostei com jeitinho na parede e com o ombro o ajeitei, fiquei pensando na cara da secretária que eu dei as costas para me livrar do constrangimento, andei meio de lado até a poltrona e li novamente o aviso do copo! Um pouco estranho, mas o quadro estava finalmente alinhado...


 Esperar é sempre um porre!

JéssicaBrejão