quinta-feira, 28 de agosto de 2014

domingo, 24 de agosto de 2014

Bússola




E de repente você descobre que fez de alguém sua bússola.

Olhos que guiam , que te levam para algum lugar. 
Mas você não sabe exatamente para onde .
Aí tem... Tem incertezas, barreiras, e mil maneiras de te afastar daqueles olhos que guiam.
Para onde levam você? Eu realmente  não sei.
Pode ser um lugar bom , um lugar ruim. Um lugar.
E entenda bem , esse “lugar” se refere a alma.
Encontro de almas distantes por apenas uma pergunta.

Sim! A dúvida separa!

E então te separa dele... Te separa de você.

Te bagunça mas depois por segundos ( os segundos em que ele te olha nos olhos) você esquece todo o resto e deixa a teoria , a escrita, os textos, os versos para traz.
Eles voltam quando você volta para a realidade da distância. Distância que desencoraja , que maltrata e voa no tempo. E entenda bem de novo,  essa“distância” não é em km é em cm .



N.B

Segundo alguém...




pai·xão 

  (latim passio-onis.ação de suportar.ação de sofrer)
substantivo feminino
1. Impressão viva.
2. Perturbação ou movimento desordenado do ânimo.
3. Grande inclinação ou .predileção.
4. .Afeto violentoamor ardente.
5. O .objeto desse amor.
6. Penacuidadotrabalho.
7. Grande desgostogrande pesar.
8. Parcialidade. ≠ ISENÇÃO.OBJETIVIDADE
9. [Religião]  Sofrimento ou martírio (falando-se de Cristo ou dos santos martirizados).
10. [Religião]  Parte do Evangelho que narra a Paixão de Cristo.
11. [Filosofia]  Impressão recebida de um agente.
12. [Portugal: Aveiro]  Cada uma das estacas em que se arma o botirão.

sábado, 23 de agosto de 2014

“Contribua com o nosso planeta, use somente um copo descartável”



Eu estava sentada bem em frente a um quadro fora da linha horizontal, que se apoiava penduricado a uma parede roxa beringela, não que eu não goste dessa cor, mas aquela parede estava me incomodando tanto quanto o quadro desalinhado, esperar é sempre um tédio.

Tentei descolar um papo sobre o clima seco com a secretária, mas enquanto ela concordava, só perambulava em minha cabeça: Como ela não notou esse quadro torto!? Será que se eu for dar uma arrumadela vai ficar chato para mim ou para ela?

Entre o desconfortável e o pós-desconforto, peguei uma revista de fofoca, afinal saber da vida alheia pode ser bem interessante, ainda mais em uma sala de espera, onde as revistas são como escudos para conversa fiada e constrangedora!

Depois de ler o aviso sobre não usar mais de um copo descartável também pendurado na parede beringela, peguei meu décimo copo, com certa culpa, confesso, mas quem imaginaria que trinta minutos seriam uma eternidade, como aqueles trinta minutos que você decide correr em uma esteira!? É como passar a vida toda ali, e poder comer uma azeitona no final, um tempo jogado fora por nada útil.

Aproveitei! O bebedouro ficava bem do lado do quadro, encostei com jeitinho na parede e com o ombro o ajeitei, fiquei pensando na cara da secretária que eu dei as costas para me livrar do constrangimento, andei meio de lado até a poltrona e li novamente o aviso do copo! Um pouco estranho, mas o quadro estava finalmente alinhado...


 Esperar é sempre um porre!

JéssicaBrejão