É embreagar-se com a voz já bêbada e a melodia que nos encaminha direto para o coma alcoólico e feliz, num embalo doce de alegria. São dedos estalando e o "pra lá e pra cá" do corpo no ritmo da musica. E conforme vai tocando o corpo, vou me entregando. Quando dou por mim, é mais desse uísque ritmado que peço no bar e encho a lata!
Como um som, uma voz e um timbre pode transformar seus sentimentos mesmo que seja momentaneamente? Não sei! Mas Amy me faz encher a cara em meus pensamentos, usar drogas e me apaixonar por alguém cujo o semblante é o do Blake.
Completa as lacunas. Me leva para algum outro lugar que eu não sei bem aonde fica, mas é vazio e só toca Amy, é vazio e cheio. Tanto faz a porra da tradução da letra! Não é algo que mexa com meus sentimentos, ela canta minh'alma, me faz dançar acima do meu ser, ou melhor, de mim mesma, ja que meu ser sou eu. De qualquer forma, sinto-me alimentada. Sinto-me satisfeita. Nada me falta, nada me tem. Sou zen nesse black music branco. Oi? Acho que bebi demais! Bebi? Não, jamais é demais.
Acho que apertou o coração... Hora de trocar de musica, sentimento e voz!
Banda do Mato.
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